“Arena conta Zumbi”

Em 1968 foi gravado o LP “Arena conta Zumbi”, com as músicas utilizadas no espetáculo. Os autores da peça Augusto Boal e Gianfrancesco Guarnieri em conjunto com Carlos Castilho, diretor musical, assinam o texto na contracapa do LP:

“Esta peça foi encenada pelo Teatro de Arena de São Paulo no dia 1º de maio de 1965.

A letra de “Zambi no Açoite” é de Vinicius de Moraes.

Neste disco cantam os atores que interpretaram a peça originalmente. Não se trata de um disco de “música”, no sentido convencional, mas, sim, de um documento sobre o espetáculo. Por esta razão não seria compreensível convidar para esta gravação cantores profissionais. Não se procurou sequer sanar os defeitos mais óbvios que se pode facilmente constatar. Estas falhas fazem parte de uma experiência mais ampla, “Arena conta Zumbi”, peça e espetáculo em que se procurou utilizar totalmente todos os meios e instrumentos estéticos que as artes plásticas, a musica e a poesia podem oferecer.

Neste momento, no Brasil, processa-se uma verdadeira revolução estética e a primeira autenticamente brasileira. Outros movimentos importantes certamente aconteceram anteriormente, porém refletindo, e muitas vezes tardiamente, fenômenos idênticos acontecidos no estrangeiro. A mais avançada arte brasileira de hoje não segue modas, estilos ou formas de fazer, que por acaso floresçam em metrópoles. É uma arte que surge do homem que procura, lutando e perdendo e lutando ainda, conquistar sua posição de sujeito. O Brasil produz, assim, uma arte em que as barreiras entre estilos e gêneros são destruídas, como se destroem as próprias barreiras entre uma arte e outra. O Brasil produz agora uma arte impura. Em “Arena conta Zumbi”, peça e espetáculo formavam-se de impurezas. Todas estas impurezas foram carinhosamente conservadas nesta gravação. Estamos certos de que esta necessidade será entendida.”

As músicas gravadas no LP estão disponíveis em nosso SoundCloud

“Arena conta Zumbi” e o Sistema Coringa.

“Arena conta Zumbi” foi um musical escrito em 1965 por Gianfrancesco Guarnieri e Augusto Boal e um marco na história do Teatro de Arena, inaugurando a série de espetáculos musicais (que conta também com “Arena conta Tiradentes” e “Arena canta Bahia”) e o modelo dramatúrgico “Sistema Coringa”, criado por Augusto Boal. O método permitia que os oito atores em cena se revezassem os papeis e um ator-coringa fazia a conexão entre as cenas, expondo pontos de vista a partir dos acontecimentos. Era uma proposta que pretendia alterar a estrutura tradicional dramática, com uma história a ser narrada pelos atores, atuando coletivamente.

Em janeiro de 1970 o Teatro de Arena publica o folheto “O Sistema Coringa: rituais e máscaras no comportamento do ator”, relatando experiências com o método. Você pode acessar o folheto aqui.

O musical “Arena conta Zumbi” coloca em cena a luta dos quilombolas de Palmares e sua resistência. Em 1969, o Teatro de Arena é convidado pelo editor da revista The Drama Review Richard Schechner e por Joanne Pottlitzer do Theatre of Latin America, para uma temporada com o espetáculo “Arena conta Zumbi” em Nova York.

Reprodução acervo Instituto Algusto Boal

Cartaz da temporada em Nova York. Disponível em nosso acervo.

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Capa do programa Arena conta Zumbi. Disponível em nosso acervo.

“Arena conta Zumbi”, peça de Augusto Boal e Gianfrancesco Guarnieri estreou no Teatro de Arena em 1965. No programa da peça, os autores assinam o texto “Vivemos um tempo de guerra”:

“Vivemos um tempo de guerra. O mundo inteiro está inquieto. Em todos os campos da atividade humana esta inquietação determina o surgimento de novos processos e formas de enfrentar os novos desafios. Menos no teatro.

O teatro procura sempre apresentar imagens da vida social. Imagens perfeitas, corretas, segundo cada perspectiva de análise. No entanto, imagens estáticas. O teatro tradicional tenta paralisar, fixar no tempo e no espaço, realidades cambiantes. Pouco se tem tentado traduzir em arte o câmbio, a transformação.

Por isso, as novas realidades, os novos processos de análise, continuam utilizando as formas gastas, próprias para outros processos e outras realidades. O teatro é conceituável, definível: esta a sua maior limitação. Quando afirmamos o que é o teatro, negamos suas outras potências.

Nesta etapa do seu desenvolvimento o Arena desconhece o que é o teatro, queremos apenas contar uma história, segundo a nossa perspectiva. Dispomos de uma arena, alguns velhos refletores munidos de lâmpadas (aproximadamente Cr$ 20.000 cada), acomodações para pouco menos de duzentas pessoas, roupas, madeiras, telas, projetores, etc. Somos um grupo de gente boa, diretores, atores, técnicos, autores, eletricistas, porteiros, bilheteiros. Somos quase vinte. Pensamos parecido. Esta gente reunida, usando o material disponível, vai contar uma história que tem moral escondida. Uma história que, esperamos, vai ajudar todo o mundo a entender melhor as coisas ocorridas, e as que estão acontecendo. Que deve ajudar todo o mundo a ver com maior clareza.

É uma história complicada, cheia de gente misturada, coisa verdadeira faltando dados que foram preenchidos pela imaginação. Para fazer uma peça assim, precisaríamos (se fôssemos convencionais) de mais prá lá de 700 atores, mais prá lá de trinta cenários, contando até um bojo de navio, uma floresta detalhada, casas grandes, senzalas, igrejas e pelourinhos. Já que não somos Teatro Nacional, nem temos mecenas dispostos a tudo, temos ao menos nós mesmos. Destes fatos concretos surgiram as novas técnicas que estamos usando em ARENA CONTA ZUMBI: personagem absolutamente desvinculado de ator (todo mundo faz todo mundo, mulher faz papel de homem sem dar bola prá essas coisas, etc.), narração fragmentada sem cronologia, fatos importantes misturados com coisa pouca, cenas dramáticas junto a documentos, fatos perdidos no tempo e notícias dos últimos jornais, anacronismos variados. Só uma unidade se mantém de todas quanto até hoje foram proclamadas: a unidade da ideia. Só uma ideia orientou a criação do texto e do espetáculo. Esta é a ideia contida no texto do bispo de Pernambuco: “o hábito da liberdade faz o homem perigoso”. Esta é a ideia: queremos ser livres.

O nosso espetáculo “Opinião” usava a verdade mais concreta, embora este fato acarretasse, muitas vezes, a impossibilidade de extrapolar: o fato concreto se singularizava. Em “Arena Conta Zumbi” procuramos ir além: usar o fato concreto, mas tendo sempre presente a necessidade de universalização dos dados apresentados. Se isto foi conseguido ou não, logo ficaremos sabendo.”

No Dia da Consciência Negra, a história de Zumbi é cantada

“Zumbi”, uma adaptação do clássico “Arena conta Zumbi”, traz a história do líder negro em músicas de Edu Lobo

por Paloma Rodrigues — publicado 20/11/2013 05:58

 Liana Rabelo
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No Dia da Consciência Negra, celebrado neste dia 20 de novembro, a história da morte de Zumbi dos Palmares ganha os palcos no musical Zumbi, uma adaptação do diretor João das Neves do clássico Arena conta Zumbi, de Augusto Boal e Gianfrancesco Guarnieri. Sem protagonistas definidos, o espetáculo surge com todos os atores se revezando em diferentes personagens, e investe na força política da história do líder negro e nas músicas de Edu Lobo para marcar o público.

Originalmente montado para ser interpretado pelo Teatro de Arena, um dos mais importantes grupos teatrais brasileiros, Zumbi nasceu como o primeiro musical genuinamente brasileiro. Augusto Boal, autor da peça, era uma figura central dentro do Teatro Arena e, ao lado de outros grandes nomes, foi um dos entusiastas da criação de “clássicos nacionais”, em contrapartida às recorrentes adaptações de clássicos estrangeiros.

Na nova adaptação, que fica em cartaz até o dia 15 de dezembro, apenas atores negros estão no elenco. “Nós queríamos envolver nessa história seus verdadeiros nomes. Portanto, os negros”, afirmou o diretor a CartaCapital.

Cecília Boal, viúva do dramaturgo e fundadora do Instituto Augusto Boal, demonstrou satisfação com a formação da peça. “Hoje a minha proposta é a realização de um sonho: ver Zumbi representado por um elenco de atores negros. Tenho a pretensão de crer que Boal e Zumbi estariam de acordo”, declarou.

O sistema que não fixa em um único personagem o protagonismo do enredo foi uma das marcas da literatura de Boal, o modelo do “Coringa”: os atores são como cartas no baralho, que se revezam em diferentes papeis, conforme o jogo da cena pede. Sistema esse que parece ter uma função ainda maior dentro do contexto da peça, ao se encaixar perfeitamente com a temática do Quilombo dos Palmares. “É como se todas aquelas pessoas que participaram, em quaisquer graus de hierarquia dentro do quilombo, pudessem ser as responsáveis pelo sucesso”, diz João das Neves. “O sucesso é de cada um, não depende de um chefe. Isso tem muito a ver com a história que estamos contando.”

O diretor acredita que a obra surgiu para responder aos anseios de uma população, oprimida pelo regime da ditadura. Ela retorna, no momento atual, também para dialogar com o povo. “Agora, com as manifestações de rua, parecem ter tudo a ver com a ânsia de liberdade, com a ânsia de informação e justiça. A peça também foi escrita em um momento como esse”, diz ele.

“Essa obra é politicamente forte na medida em que ela é uma afirmação da nossa identidade nacional, do povo brasileiro e das suas formas de resistência”, afirma ele. “É uma obra de arte que transcende uma data específica e por isso não precisamos fazer grandes adaptações ao texto, apenas alguns cortes, porque ela se projeta para o futuro e isso, em si, é de um significado político muito forte”, completa o diretor.

Serviço
Data: de 20 de novembro a 15 de dezembro, de quinta à domingo
Horário: 19h15
Local: Caixa Cultural Sé – Praça da Sé, 111, 8º andar, São Paulo
Entrada gratuita

* Matéria publicada na Carta Capital em 20\11\2013*

http://www.cartacapital.com.br/sociedade/no-dia-da-consciencia-negra-a-historia-de-zumbi-e-cantada-6649.html/view

ZUMBI VOLTA À CENA EM SÃO PAULO – No Dia Nacional da Consciência Negra

ZUMBI VOLTA À CENA EM SÃO PAULO

Baseada no clássico “Arena conta Zumbi”, de Augusto Boal e Gianfrancesco Guarnieri, a peça retrata a luta dos Quilombolas de Palmares e sua resistência ao jugo português durante o período colonial brasileiro

A CAIXA Cultural São Paulo apresenta o musical “Zumbi”, que estreia no dia 20 de novembro, Dia Nacional da Consciência Negra e lembrança da morte do líder Zumbi dos Palmares, que lutou pela libertação dos negros escravizados, durante o período colonial no país. O evento é gratuito e tem o patrocínio da Caixa Econômica Federal.

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Paulo Del Castro –
Produção São Paulo
ZUMBI VOLTA À CENA EM SÃO PAULO

Baseada no clássico “Arena conta Zumbi”, de Augusto Boal e Gianfrancesco Guarnieri, a peça retrata a luta dos Quilombolas de Palmares e sua resistência ao jugo português durante o período colonial brasileiro

fotozumbi(Foto: Liana Rabêlo)
A CAIXA Cultural São Paulo apresenta o musical “Zumbi”, que estreia no dia 20 de novembro, Dia Nacional da Consciência Negra e lembrança da morte do líder Zumbi dos Palmares, que lutou pela libertação dos negros escravizados, durante o período colonial no país. O evento é gratuito e tem o patrocínio da Caixa Econômica Federal.O espetáculo, que segue em temporada de 21 de novembro a 15 de dezembro, já passou pelas cidades do Rio de Janeiro, Brasília e Belo Horizonte, e é baseado no clássico “Arena conta Zumbi”, de Augusto Boal e Gianfrancesco Guarnieri. “Zumbi” tem a direção geral de João das Neves e Titane como diretora musical.Escrita na época da ditadura militar (1964-1985), por Boal e Guarnieri e musicada por Edu Lobo, “Zumbi” é uma homenagem do Instituto Augusto Boal ao clássico musical do teatro brasileiro “Arena Conta Zumbi”.“Zumbi” é encenado por um grupo de dez atores negros representando todos os personagens, e realizando o sistema Curinga (criado por Boal), no qual desaparece a noção do ator principal, já que os protagonistas são representados por diversos artistas na mesma encenação. Eles se revezam no desempenho das pequenas cenas focadas sobre os pontos fortes da trama, deixando a um ator coringa a função de fazer as interligações entre os fatos, pessoas e processos. O emprego da música ajuda as passagens de cena, acrescentando tons líricos de grande efeito.
fotozumbi2 “Hoje a minha proposta é a realização de um sonho: ver Zumbi representado por um elenco de atores negros. Tenho a pretensão de crer que Boal e Zumbi estariam de acordo”, disse Cecília Boal, viúva do autor e fundadora do Instituto Augusto Boal.                 (Foto:LianaRabêlo)
A peça é o primeiro musical autenticamente brasileiro. Segundo o diretor João das Neves, a música e texto se entrelaçam.  “Nossa missão é reavivar a saga de um de nossos heróis fundadores, Zumbi, com a alegria e a fé de uma nação que começou realmente a ser construída ali, na Serra da Barriga, onde Boal, Guarnieri e Edu foram buscar inspiração para este Zumbi que ora vamos contar”, conclui João.
Ficha Técnica:
Texto: Augusto Boal e Gianfrancesco Guarnieri
Música: Edu Lobo
Direção Geral:  João das Neves
Direção Musical: Titane
Temas Incidentais: Congado de Minas, Domínio Público
Elenco: Alysson Salvador, Benjamin Abras, Evandro Nunes, Júlia Dias, Júnia Bertolino, Kátia Aracelle, Nath Rodrigues, Ricardo Campos,  Rodrigo Almeida e Rodrigo Jerônimo
Cenário e Figurino: Rodrigo Cohen
Iluminação:  João das Neves
Assistente de cenografia e figurinos:  Anouk Van Der Zee
Estagiária de cenografia e figurinos:  Luna Descaves
Tapeçaria:  Luna Descaves
Bonecos:  Ivanise Silva
Confecção de Tambores de Candomblé:  Pedrina do Loudes Santos
Arranjos:  Titane e Alysson Salvador com colaboração de Gil Van de Oliveira e Sinherê Pra Você Que Chora, A Morte de Zambi
Objetos sonoros de metal:  Leandro César
Operação de Luz:tal:  Leandro César
Operação de Luz:  Silvio Cesar Costa
Produção São Paulo:  Paulo Del Castro
Assistente de Produção: Elaine CSP
Coordenador Técnico: Aloisio Antunes
Coordenador de Produção: Luiz Claudio Gomes
Direção de Produção:  Valéria Alves
Idealização:  Cecília Boal
Coprodução e Administração: JLM Produções
Produção e Realização:  Sevla Produções e Instituto Augusto Boal
Serviço:
Espetáculo teatral: “Zumbi”
Data: Estreia – 20 de novembro –  quarta-feira –  às 19h15
Curta temporada: de 21 de novembro a 15 de dezembro de 2013 – quinta a domingo – (dia 12 de dezembro não haverá espetáculo)
Horário: 19h15
Local: CAIXA Cultural São Paulo –  Praça da Sé, 111
Entrada Franca: os ingressos poderão ser retirados na bilheteria com uma hora de antecedência
Capacidade: 80 lugares
Duração: 2 horas e 05 minutos
Classificação etária: não recomendado para menores de 16 anos
Informações: (11) 3321-4400Acesso para pessoas com necessidades especiais
Patrocínio: Caixa Econômica Federal
Informação para Imprensa:Mídia Brazil Comunicação Integrada –  Jornalista Cristina Aguilera    Fone: 11   99539- 8589    11  3721-1202midia.brazil@terra.com.br

Entrevista : Conversa com Augusto Boal – Questão de Crítica

A entrevista a seguir foi realizada em 2007 por Dodi Leal e Clóvis Lima, na ocasião alunos do prof. Sérgio de Carvalho no curso de Artes Cênicas da USP. O assunto que motivou o encontro com Boal no CTO-Rio foi levantamento de informações sobre o espetáculo Arena Conta Tiradentes. Felizmente nesta ocasião Boal compartilhou várias reflexões sobre a Estética do Oprimido. Sob a orientação do Sérgio e com prévia autorização do Boal, a conversa foi transcrita e originalmente publicada na íntegra em 2009 na revista eletrônica teatral Questão de Crítica com o título Do Teatro de Arena à estética do Oprimido – Conversa com Augusto Boal.

Trechos da conversa comporão o documentário Espect-ator (realizado pela produtora audiovisual DOArouche) que investiga como iniciativas de TO contribuem para a formação e transformação do espectador teatral e das comunidades. Ainda na fase de montagem, o longa contém cenas e depoimentos dos participantes da V Feira Paulista de Teatro do Oprimido que aconteceu de 30 de maio a 2 de junho de 2013 no Guarujá-SP. O documentário tem previsão de lançamento e circulação para o ano de 2013.

Para mais informações sobre o documentário, acesse o site da produtora audiovisual DOArouche : http://www.doarouche.com/

Para mais informações da Feira que reúne o movimento de coletivos e praticantes de TO em São Paulo, acesse : http://feirapaulistato.blogspot.com.br/

Para ver a publicação original da conversa na revista eletrônica teatral Questão de Crítica, acesse :
http://www.questaodecritica.com.br/2009/05/do-teatro-de-arena-a-estetica-do-oprimido/

Do Teatro de Arena à estética do Oprimido
Conversa com Augusto Boal

Autor: Douglas Leal
Em lembrança viva ao teatrólogo Augusto Boal, falecido no dia 02 de maio de 2009, publica-se a entrevista realizada no Centro de Teatro do Oprimido do Rio de Janeiro em 15 de outubro de 2007 por Douglas Tavares Borges Leal e Clóvis de Lima Gomes sob orientação do professor Sérgio de Carvalho da Universidade de São Paulo e diretor da Cia. do Latão. A entrevista, sem cortes de edição, aborda em especial a fase dos musicais do Teatro de Arena de São Paulo passando por questões da dramaturgia, da crítica, do sistema curinga e do tema do herói e da empatia. Trata também das novas pesquisas do Boal, sobretudo da Estética do Oprimido, projeto teórico e programa político no qual se concentrou nos últimos anos e que teve como propósito o estímulo ao pensamento estético humano por meio do acesso à produção artística. A entrevista contribui para a compreensão de elementos comuns e críticos da trajetória entre o Teatro de Arena e o Teatro do Oprimido e ajuda a refletir sobre as características do teatro brasileiro cuja versão engajada de Boal ganhou proporções mundiais, sendo praticado por milhares de atores, diretores e educadores de todos os continentes. Em 2008, Augusto Boal foi pré-indicado ao Prêmio Nobel da Paz e em 2009 foi nomeado Embaixador Mundial do Teatro pela UNESCO.

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