Teatro do Oprimido em Marrocos

Le M20 affaibli, son esprit se déploie…autrement

Publié le 20/02/2014 | 12h00 | Nizar Bennamate
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Le théâtre de l’opprimé lors d’une de ses représentation. © DR

Alors qu’on commémore le 3e anniversaire du mouvement contestataire du “20 Février”, nous sommes allés à la rencontre de ces jeunes qui ont créé leurs propres outils pour le changement.

Il y a trois ans, le Maroc assistait à la première sortie du Mouvement du 20 février (M20F). La contestation a perdu sa force de frappe. Les personnes derrière la naissance du mouvement n’ont pas baissé les bras pour autant. Du culturel aux droits de l’Homme, plusieurs initiatives ont vu le jour, gardant l’esprit du mouvement qu’ils ont participé à créer. H24info vous livre une liste non exhaustive de projets qui ont vu le jour après le recul du M20. Continuar lendo

Grande Henfil

Os setenta anos do cartunista Henfil

Traço rápido do mineiro fustigava medo generalizado buscando brechas na censura
05 de fevereiro de 2014 | 3h 00
Luiz Zanin Oricchio – O Estado de S. Paulo

Se estivesse vivo, Henrique de Souza Filho faria 70 anos hoje. Quem? Henfil, ora! Quem não o conheceu em sua época? Afinal, seu traço rápido e cheio de movimento deu origem a personagens que entraram para o imaginário brasileiro nos anos 70 em especial: a Graúna, o bode Francisco Orellana, o cangaceiro Zeferino, os Fradinhos. Henfil foi superconhecido de uma geração que ficava esperando, com água na boca, seus novos cartuns.

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O cartunista Henrique de Souza Filho, o Henfil – Divulgação

O cartunista Henrique de Souza Filho, o Henfil
Com seus personagens, Henfil brincava com os estereótipos. Graúna, o Cangaceiro e o bode, por exemplo, apareciam sempre em trio. O cangaceiro Zeferino era um clichê do nordestino machista e violento. Graúna era analfabeta, mas de inteligência viva. Ela poderia encarnar aquilo que Ariano Suassuna definiu em seu Auto da Compadecida: “a esperteza é a coragem do pobre”. O bode Orellana ironizava o intelectual livresco (a comida preferida do bode eram os livros), com muita cultura, porém com profunda ignorância das condições reais em que vivia o povo e como ele pensava. Continuar lendo

Show Opinião, no jornal O Globo – 02 de fevereiro de 2014

Musica de Protesto
Prezado Ancelmo Gois, prezada Márcia Vieira
Fiquei muito feliz lendo hoje na vossa coluna do Jornal o Globo ( domingo, 2 de fevereiro de 2014) a nota sobre o show Opinião dirigido pelo meu marido , Augusto Boal, há 50 anos e que tanto marcou toda uma época a ponto de continuar sendo lembrado até hoje
Queria agradecer e protestar, já que de protesto se trata
Eu sei que a palavra “protesto” é a que se usa para definir esse tipo de música
Porém queria propor que esse termo seja substituído por outro que acho mais apropriado, o termo “Opinião”, precisamente, e que deu seu nome ao show
Creio que Boal e seus companheiros não escolheram esse nome por acaso
Boal voltou a usar esse termo quando organizou a célebre Feira Paulista em 1968
É porque opinar é uma das mais importantes funções da arte . E é necessário terminar definitivamente com essa ideia de que arte não tem opinião. Tem opinião , sempre teve e vai continuar tendo , em todas as épocas e em todos os países . Opinião e ideologia, de esquerda , de centro e de direita
Tão certo quanto os anjos tem sexo , a arte tem opinião
Essa é uma das suas mais importantes funções
Certa de que minha opinião será respeitada me despeço , agradecida
Cecilia Boal

A Gois Show Opiniao

Do baú do Boal

Editora relança ‘Teatro do Oprimido’, entre outras obras de referência mundial do diretor e teórico, e estuda publicar inéditos de seu acervo

NELSON DE SÁ – DE SÃO PAULO (Jornal Folha de São Paulo)

“A outra música que te mando é um chorinho de Francis Hime com letra minha. Fiz pra você. A gravação é precária, Francis e eu às 4h da manhã, alegres demais. Por incrível que pareça, passou na censura. Fiz umas mutretas na letra, eles não entenderam nada e aprovaram. Quando sair o disco, vão ficar puto dentro das calças.” Continuar lendo