Março: mês de aniversário de Boal

Ainda no clima do mês do aniversário de Boal, compartilhamos mais um texto, este publicado no livro “O Teatro como arte marcial”, mas também discurso feito na sua festa de aniversário de 70 anos.

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“Fala de aniversário”

“Quando completei 70 anos, 16 de março de 2001, meus companheiros me fizeram uma festa no Teatro Nelson Rodrigues onde estávamos mostrando um Festival de Teatro do Oprimido, e me pediram que falasse alguma coisa. Não me fiz de rogado e falei, mais ou menos assim:

– Concordei com este evento com duas condições imperativas: primeira, a de que só fossem convidados os nossos amigos mais íntimos, e assim foi – só os mais íntimos: vocês, talvez quinhentos, e outras centenas que não puderam vir – só os amigos mais queridos. Sejam bem-vindos.

A segunda condição era a de que vocês teriam que jurar não contar a ninguém que eu tenho setenta anos, porque a imagem que eu fazia, quando jovem, de um setentão, era a de um velhinho sentado em um banco da praia olhando as ondas do mar morrendo na areia, um cigarro escorrendo no canto da boca, bengala na mão direita e cachorro no pé esquerdo. Juro que não uso cachorro, nem bengala.

Tive também duas razões para aceitar a homenagem, uma  honesta e a outra…  vocês dirão.

A razão honesta é que sempre achei que o Centro do Teatro do Oprimido do Rio de Janeiro, esse barco velejado por essas pessoas magníficas que são a Bárbara, Claudete, Helen, Geo e Olivar – os cinco Curingas atuais, mais tantos outros que passaram por aqui, milhares que fizeram conosco um pedaço do caminho – esse Centro merece visibilidade pelo trabalho que faz. Um evento como este informa e divulga. Razão honesta.

A razão duvidosa é que sou invejoso. E o grande culpado é o poeta Ferreira Gullar, querido amigo aqui presente. Por que?

Meses atrás, convidado para a celebração dos setenta anos do Gullar, eu fui, feliz pelo meu amigo e amedrontado, imaginando que aos setenta anos ele já estivesse corcovado e com a voz alquebrada. Quando cheguei à festa, vi um Gullar exuberante e belo, cheio de saúde e alegria, falando do futuro, dos seus planos, da peça que acabara de escrever e que teve a coragem de me convidar para dirigir. Gullar pulverizou a imagem que eu tinha do homem de setenta anos. Não era nada disso!

Eu, que sou movido à inveja, pensei com meus botões: – “Quando eu crescer, vou ter setenta anos como o Gullar e vou inventar alguma coisa nova, não vou ficar dando comida ao gato e milho às pombinhas!”

Fiquei remoendo inveja, esperando o dia em que eu me igualaria ao Gullar, pelo menos na idade, o dia dos meus setenta anos… mas não esperava que esse dia chegasse tão depressa. Foi o desejo mais rápido que já tive satisfeito em minha vida.

Sou movido à inveja e não posso ficar sem sonhar ser o que são os outros e eu ainda não, mas quero ser. Tinha que voltar a procurar alguém que me alimentasse a minha inveja etária.

Dias atrás, ouvi dizer que Oscar Niemeyer descobriu, aos 93 anos, que ainda não sabia tocar violão… Ora veja: não tocava nem violão, nem cavaquinho, nem nada de sopro ou de cordas! O que foi que ele fez diante dessa descoberta?  Contratou um professor e, pelas manhãs, acorda os vizinhos com acordes celestiais.

Minha robusta inveja atacou de novo; convoquei meus botões e disse, rangendo os dentes: – “Grrrrr… Um dia, eu vou ser como o Oscar Niemeyer, vou aprender a solfejar e a cantar afinado, porque o único instrumento que eu aprendi a tocar mais ou menos bem, por enquanto, é botando a boca no trombone, nisso já sou razoável!”

Prometi a mim mesmo e vou, com certeza, aprender a tocar cítara como Ravi Shankar, violoncelo como o Pablo Casals, violino como o Yehudi Menuhin e vou dar saltos mortais como a Madonna, sem perder a nota musical, uma oitava acima: vocês não perdem por esperar.

Já escolhi até a primeira peça do meu repertório: Samba de uma nota só. Começo aprendendo essa nota e depois, com mais vagar e se sobrar tempo, aprendo mais duas ou três… Pra mim, já basta.

Por que quero segredo sobre a minha idade, se já tenho o Gullar e o Niemeyer para me darem inveja e exemplo? Porque acredito que, se vocês não conseguirem esquecer que eu tenho setenta anos… eu vou acabar tendo!

Eu acredito que a gente acaba ficando com a idade que os outros pensam que a gente tem. Primeiro, os outros olham pra nós e só depois a gente assume a cara de velho, as feições e o corpo, o jeito de andar. Por isso, não olhem pra mim desse jeito: pensem nos meus quarenta anos, que foi outro dia.

Pra ilustrar esse justo medo, essa dependência da opinião dos outros, vou contar uma história que me contou um diretor inglês no ano passado: ele estava montando o Rei Lear e convidou um ator excelente para o papel do Rei.

Nos ensaios, Richard – era seu nome –  emocionava até os colegas que, como se sabe, são a platéia mais selvagem que existe. Na cena em que divide o reino com as filhas, Richard estava soberbo. Com voz altissonante e voluptuosa,  gritava:

  • “Goneril, você me ama?”
  • “Meu pai, te amo mais que amo o mar e as montanhas, o sol e as estrelas!”
  • “Ótimo. Assim deve uma filha amar seu pai, principalmente no meu caso. Vais ganhar um terço do meu Reino! E tu, Regan?” – tonitroava, ensurdecedor.
  • “Te amo mais que a minha vida!”
  • “Maravilha! Vais levar o segundo terço do meu Reino. E tu, Cordélia, last but not least, quero que digas algo mais que tuas irmãs, pra não criares um anti-climax.”
  • “Nada” – respondia Cordélia e o elenco estremecia diante daquele ator genial, ódio dinossáurico.
  • “Nada não é nada: fala outra vez!”
  • “Meu pai, eu te amo como uma filha deve amar seu pai, viu?, e quando me casar vou amar também o meu marido, me entende?!”

Até as poltronas ficavam apavoradas e queriam fugir, tropeçavam nos parafusos, arrebentavam pregos e saíam correndo pelas portas, enquanto o rei amaldiçoava Cordélia com voz de trovões e raios em noite de tempestade povoada de ariéis, calibãs e bruxas de Macbeth.

O meu amigo diretor estava tão feliz que resolveu convidar alguns dos seus colegas e amigos mais inamistosos para provocar sua inveja e ciúme. Antes do ensaio geral, o diretor foi avisar ao elenco da presença dessa gente ilustre. Agradeceu a todos, especialmente a Richard pela sua estupenda interpretação. Modesto, Richard respondeu:

  • “Nada disso… você é que é um excelente diretor… você me ensinou quase tudo que sei sobre aquela sétima cena do terceiro ato… Aquela sétima cena e não teria feito sem você… Mas o meu personagem ainda não está completo, faltam retoques, quem sabe você pode me ajudar mais uma vez. Por exemplo, eu nem sei a idade do Rei…”

O diretor respondeu que achava que Lear poderia ter uns 70 anos e Richard ficou deslumbrado com a descoberta:

  • “Está vendo? Isso vai me ajudar a completar o personagem, porque a idade é muito importante. Você é um excelente diretor! Hoje, Lear vai sair melhor do que nunca. Setenta anos, sim senhor. Que bela idade. Velhice!”

Começou o ensaio, maravilhoso como sempre, até que entrou Lear apoiado em uma bengala: surpresa! O diretor estremeceu pensando que talvez Richard tivesse torcido o pé descendo alguma escada, como Orson Welles que levou um tombo no dia da estréia e interpretou Lear sentado em uma cadeira de rodas, sem motor, é claro, para maior verossimilhança histórica.

Richard declamou seu texto, com voz rouca e fanha:

  • “Goneril, você gosta de mim?”
  • “Ih, paizinho, faz isso comigo não: eu te amo mais do que amos rios e montanhas, o céu e o mar…” – disse a filha, espantada diante da voz e da bengala.
  • “Leva um terço do meu Reino e vai embora. Você, Regan, agora é a tua vez: fala alto, que eu estou ficando surdo, é a idade.”
  • “Paizinho, pelo amor de Deus, pára com isso: eu te amo mais do que amo a tua vida…” – chorou Regan atordoada.
  • “Leva outro terço. E você, caçulinha, aproveita, é a tua vez, Cordélia?”
  • “Nada.”

Lear tropeçou de ódio, estertorou-se no chão, epiléptico, com sua voz estraçalhada amortalhando a poesia shakespereana.

O diretor levantou-se, como diria o Nelson, babando de ódio, mandou baixar o pano e explodiu:

  • “Você ficou louco? Você está destruindo o meu espetáculo!”
  • “Estou dando o fino acabamento. Lear tem setenta anos – isso é fundamental para a sua caracterização psicológica e física. Um velho de setenta anos anda encurvado e fala quase sem voz… assim… eeeehhhh…” – disse o ator, com a voz fanha do personagem que estava agora, segundo ele, bem acabado.

Vencido, o diretor ainda teve forças pra perguntar: – “E você, Richard,  que idade você tem?”

  • “Eu? Eu já completei setenta anos bem vividos!” – falou jubiloso, alto e bom som, esquecendo-se da sua própria idade, esquecendo sua pretensa velhice.

Para terminar, quero dizer que existe uma terceira razão pela qual eu aceitei esta homenagem: em 2001, são muitos os aniversários redondos que estamos comemoramos. Dez anos em que a atual equipe do CTO-Rio trabalha comigo;  15 do Centro do Teatro do Oprimido do Rio de janeiro; 20 desde que a Cecília e eu começamos a pesquisar o Arco-Íris do Desejo, quando ainda estávamos exilados na França; 30 do começo do Teatro do Oprimido, que nasceu em São Paulo; 45 da minha estréia como diretor no  Teatro do Arena; 70 anos da minha curta vida – não contem a ninguém –  e, last but not least, 35 anos que eu e a Cecília  resolvemos nos casar.

Cecília, este aniversário também é teu e esta festa é tua.”

Augusto Boal

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Capítulo do livro de Bernard Dort com crítica ao Teatro Fórum

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Queremos trazer hoje a conhecimento de todos um capítulo do livro Le Jeu du Théâtre – Le Spectateur en dialogue do crítico teatral francês Bernard Dort que teve uma relação muito estreita com Boal, anterior ao tempo de seu exílio na França.

Dort apresenta a sua visão crítica de um espetáculo de Teatro Fórum concebido por Boal  a partir do texto de Brecht A mulher judia. Infelizmente o material não está traduzido para  o Português, mas acreditamos que o debate é interessante e essencial para a prática de Teatro Fórum e por isto o publicamos aqui.

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“Principais obras de Augusto Boal são reeditadas”

Matéria de Maria Eugênia de Menezes publicada no jornal O Estado de S. Paulo:

Estados Unidos e Coreia. Egito e Canadá. França e África do Sul. Mas também Índia, Noruega, Argentina. Todos esses países estiveram na rota de Augusto Boal: o mais internacional entre os nossos diretores, o mais afamado homem de teatro que o Brasil já produziu.

Com reedição a ser lançada no próximo dia 19, pela Cosac Naify, o volume Teatro do Oprimido e Outras Poéticas Políticas tem muito a ver com o reconhecimento alcançado por esse estudioso mundo afora. “É um livro muito importante porque fecha um período e abre outro”, considera Julián Boal, filho do encenador – morto em 2009 – e autor do posfácio que acompanha a nova edição.

Esses dois períodos apreendidos por Boal no livro estão fortemente vinculados aos acontecimentos que convulsionavam o País nos anos 1970. Escrito durante o exílio do autor, a obra faz, primeiramente, um balanço de suas atividades no Teatro de Arena, as tentativas de politização da cena, ao lado de Gianfrancesco Guarnieri e Oduvaldo Vianna Filho, o Vianinha. “O que encontramos no livro é ele entendendo como suas hipóteses falharam. E que seria necessário reformulá-las para dar conta daquela nova situação”, observa Julián.

Não bastava dizer aos operários e camponeses o que eles “deveriam” fazer. O caminho para um teatro verdadeiramente engajado não estava apenas em um discurso que pregasse o que deveria ser feito. Mas em uma nova maneira de estar em cena. Uma revolução que ia além do conteúdo. Considerava o nascimento de uma “forma revolucionária” igualmente importante.

Teatro do Oprimido é apenas o primeiro dos títulos de Boal que voltarão a estar disponíveis nas livrarias. Ao seu relançamento, se seguirá a publicação de suas obras mais importantes: títulos teóricos, como Jogos para Atores e não-Atores (1988), suas incontáveis incursões pela dramaturgia, além de livros de viés autobiográfico, entre eles Milagre no Brasil (1977) e Hamlet e o Filho do Padeiro (2000).

Escrito nos anos 1970, ‘Teatro do Oprimido’ ainda capta atual realidade política

Augusto Boal passou boa parte de sua vida lutando contra o teatro. Contra aquele teatro que conheceu, “que dizia àqueles que assistiam quem eles eram, quais eram os seus problemas e quais as soluções a serem dadas”, comenta o filho do diretor, Julián Boal.

Em Teatro do Oprimido e Outras Poéticas Políticas, o estudioso lançava-se à investigação de um novo meio de se relacionar com o público. Propunha subverter a lógica tradicional – intérpretes no palco, espectadores na plateia. Se as relações entre as pessoas não mudassem, nada poderia ser, de fato, transformado.

O livro, que é agora relançado, traça uma constante analogia entre artes cênicas e vida política. A mesma relação hierárquica que existia na sala de espetáculos se espraiava para fora dela: na maneira como dividimos o mundo entre as pessoas que sabem e as que não sabem, entre aquelas que têm o direito de agir e as que não têm. “A atualidade de suas ideias está precisamente aí: nessa dualidade que ainda pauta o nosso sistema parlamentar, um sistema de democracia em que o cidadão não tem o direito de se expressar. Ou, pior, em que sua expressão não é levada em conta”, pondera Julián.

Eram anos difíceis aqueles em que Boal se lançou a escrever essa obra. Desde 1956, havia se estabelecido em São Paulo. Após estudar direção e dramaturgia na Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, começara a exercitar um novo estilo de realismo. Também viria a nacionalizar a dramaturgia, criando textos como Revolução na América do Sul. E a forjar outras feições para os musicais quando trouxe à cena Arena Conta Zumbi e Arena Conta Tiradentes.

A ditadura veio frustrar todo um virtuoso ciclo de produção. Ao ser obrigado a deixar o País, em 1971, o artista viu-se impedido de praticar o seu ofício. A solução? Migrar para o campo das ideias. “O Teatro do Oprimido tem a potência de um impulso interrompido. Curiosamente, o fato de não poder fazer teatro não enfraqueceu o seu pensamento. Fez com que toda sua energia se concentrasse na reflexão”, diz Julián.

Foi por meio da palavra que esse artista dominou o mundo. Se seus títulos estavam fora de catálogo no Brasil e começam agora a ser reeditados, o mesmo não ocorreu em nações como os Estados Unidos e a Inglaterra, onde estão constantemente disponíveis. “Ele está sempre sendo publicado e republicado lá fora. Estou assinando novos contratos o tempo todo”, comenta Cecília Boal, psicanalista e viúva do estudioso.

Um de nossos mais importantes críticos teatrais, Sábato Magaldi já diagnosticava nos anos 1990 a necessidade de reter Augusto Boal no Brasil. “Sua potencialidade criativa não tem sido devidamente aproveitada entre nós. Enquanto o resto do mundo, dos Estados Unidos ao Japão, do Canadá a Austrália, valoriza a sua teoria e a sua prática.”

Para Cecília, o problema é ainda mais amplo, não sendo possível circunscrevê-lo nem a Boal nem ao Brasil. “Isso não acontece só aqui”, considera. “Esse teatro mais ligado à pesquisa está abandonado de uma maneira geral – à exceção de alguns poucos lugares, que dão valor à erudição e à universidade.”

Aparentemente, porém, a situação está prestes a melhorar. Uma recente polêmica envolveu o acervo de Augusto Boal. Por sua relevância, o conjunto de 20 mil documentos e 2 mil fotografias chegou a ser disputado pela Universidade de Nova York. Após protestos da classe artística, a Universidade Federal do Rio de Janeiro acabou assumindo a guarda da coleção: o processo de tratamento das obras já começou e o CCBB prepara uma grande exposição desse conjunto.

A mostra deve abrir em agosto de 2014, no Rio. Em seguida, segue para as outras unidades do centro cultural, em Brasília, Belo Horizonte e São Paulo. “Mas também temos planos para que essa exposição chegue a outros lugares, uma opção seria levá-la para algumas universidades”, diz Cecília.

Muito mudou desde que Boal lançou o seu Teatro do Oprimido. Havia, naquele momento, uma possibilidade de revolução popular que não mais se coloca no horizonte. Substituíram-se governos militarizados por outra forma de controle social: o autoritarismo do discurso único.

“Se no tempo das ditaduras tinha um sentido você falar em participação popular, hoje numa época de Facebook e Big Brother isso não se dá da mesma maneira”, considera Julián, que se dedica a divulgar a técnica do pai por meio de cursos e oficinas.

Bertolt Brecht foi uma das maiores influências de Boal. E, diferenças à parte, talvez seja coerente olhar para seus legados de maneira análoga: ambos perderam parte de seu sentido com o passar do tempo. Mas também se viram revestidos de novos significados e usos quando confrontados com novas realidades.

Henry Thorau, Teatro invisível

Teatro Invisível acontece no espaço público em frente de espectadores que não sabem que são espectadores. O nome do teatrólogo brasileiro Augusto Boal (1931-2009), fundador do Teatro do Oprimido está ligado com este instrumento subversivo de intervenção política.
A primeira parte do livro conta a história, discute a teoria do Teatro Invisível e mostra as possibilidades dessa forma de teatro dentro da repolitização do teatro nos últimos tempos. 
A segunda parte é um Manual que explica e mostra as técnicas do Teatro Invisível. A terceira parte é um relatório que documenta exemplos de ações invisíveis realizadas na Alemanha.
 
O livro saiu na Editora Alexander Verlag em Berlim que também publica as obras de Peter Brook, Jerzy Grotowski, Lee Strasberg, Hans Thies Lehmann, Michael Haneke, Jan Kott, Yoshi Oida.
 
 
Henry Thorau foi redator da revista Theater heute, dramaturgista-chefe no Teatro Freie Volksbühne Berlin (antigo teatro de Erwin Piscator), trabalhou nesta função com os diretores Klaus-Michael Grüber, Rudolf Noelte, Peter Zadek e Johann Kresnik. É o tradutor das obras de Augusto Boal, Nelson Rodrigues e Plínio Marcos na Alemanha. Hoje é professor titular na Universidade de Trier na Alemanha e Diretor do Departamento de Estudos Brasileiros e Portugueses. 
 
É autor dos livros (entre outros): Perspectivas do Moderno Teatro Alemão, São Paulo: Editora Brasiliense 1984;  e (em colaboração com Marina Spinu): Captação – Trancetherapie in BrasilienEine ethnopsychologische Studie über Heilung durch telepathische Übertragung. Berlin: Reimer Verlag 1994.