Homenagem a Inês Etienne, Estrella Bohadana e a todas as vítimas de tortura do Estado

Cartaz OcupaDops7RGB (2)Sábado 27/06 – programação a partir das 16hs:

  • Sarau do Cárcere
  • Esquetes Teatrais de atores da Escola Martins Pena
  • Projeção do curta “Ser Tão Cinzento”, de Henrique Dantas + bate-papo com Sylvio Tendler
  • Homenagem a Inês Etienne Romeu: o Coletivo Criadouro apresenta a esquete “Memórias – Cena Curta a partir de depoimento de Inês Etienne Romeu”
  • Homenagem a Estrella Bohadana
  • Bloco “Filhos da Martins”
  • Exposições: “Saudações Carcerárias” cedida pelo Grupo Tortura Nunca Mais/RJ e “Ausências” do fotógrafo argentino Gustavo Germano
  • Intervenções artísticas, projeções de imagens e depoimentos de amigos e familiares em homenagem a Inês Etienne e Estrella Bohadana
  • Oficina de Stencil e venda de camisetas do Ocupa Dops
  • Pintura de faixas e grafite

Colóquios e Exposições sobre os 50 anos do Golpe

1) Exposição “Resistir é Preciso…”, criada pelo Instituto Vladimir Herzog, é um projeto pioneiro, de longo alcance, que apresenta fragmentos da história do Brasil, a partir das publicações e das pessoas – jornalistas, escritores, estudantes e ativistas políticos – que resistiram à ditadura militar brasileira através da palavra impressa.

Local: CCBB (Rua Primeiro de Março, 66, Centro)
Data: Até 28 de Abril
Link: http://www.resistirepreciso.org.br/ccbb/

2) Exposição “Em 1964 – Arte e cultura no ano do golpe”

O Instituto Moreira Salles dedicará parte de sua programação anual para discutir os 50 anos do golpe militar que instalou a ditadura no Brasil. Em 1964 propõe uma imersão neste momento decisivo para o país a partir do ponto de vista de artistas e intelectuais cujos acervos estão sob a guarda do IMS ou que têm vínculos diretos com suas atividades.
Local: IMS (Rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea)
Data: até 23 de Novembro
Link: http://www.artehall.com.br/agenda/em-1964-arte-e-cultura-no-ano-do-golpe-no-instituto-moreira-salles-rio-de-janeiro/

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Grande Henfil

Os setenta anos do cartunista Henfil

Traço rápido do mineiro fustigava medo generalizado buscando brechas na censura
05 de fevereiro de 2014 | 3h 00
Luiz Zanin Oricchio – O Estado de S. Paulo

Se estivesse vivo, Henrique de Souza Filho faria 70 anos hoje. Quem? Henfil, ora! Quem não o conheceu em sua época? Afinal, seu traço rápido e cheio de movimento deu origem a personagens que entraram para o imaginário brasileiro nos anos 70 em especial: a Graúna, o bode Francisco Orellana, o cangaceiro Zeferino, os Fradinhos. Henfil foi superconhecido de uma geração que ficava esperando, com água na boca, seus novos cartuns.

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O cartunista Henrique de Souza Filho, o Henfil – Divulgação

O cartunista Henrique de Souza Filho, o Henfil
Com seus personagens, Henfil brincava com os estereótipos. Graúna, o Cangaceiro e o bode, por exemplo, apareciam sempre em trio. O cangaceiro Zeferino era um clichê do nordestino machista e violento. Graúna era analfabeta, mas de inteligência viva. Ela poderia encarnar aquilo que Ariano Suassuna definiu em seu Auto da Compadecida: “a esperteza é a coragem do pobre”. O bode Orellana ironizava o intelectual livresco (a comida preferida do bode eram os livros), com muita cultura, porém com profunda ignorância das condições reais em que vivia o povo e como ele pensava. Continuar lendo

Boal no metrô de Paris

Uma amiga que estava passeando por Paris teve uma imensa surpresa, quando deparou-se com esta frase do Boal no muro de um cais do metro:

“Os que dizem q tem q se acabar com as favelas moram em bairros ricos perto das praias
É verdade que a paisagem seria mais agradavel se só tivesse arvores coloridas e cheias de flores. Mais então onde iriam viver os que agora moram nas favelas? ”

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