Homenagem a Inês Etienne, Estrella Bohadana e a todas as vítimas de tortura do Estado

Cartaz OcupaDops7RGB (2)Sábado 27/06 – programação a partir das 16hs:

  • Sarau do Cárcere
  • Esquetes Teatrais de atores da Escola Martins Pena
  • Projeção do curta “Ser Tão Cinzento”, de Henrique Dantas + bate-papo com Sylvio Tendler
  • Homenagem a Inês Etienne Romeu: o Coletivo Criadouro apresenta a esquete “Memórias – Cena Curta a partir de depoimento de Inês Etienne Romeu”
  • Homenagem a Estrella Bohadana
  • Bloco “Filhos da Martins”
  • Exposições: “Saudações Carcerárias” cedida pelo Grupo Tortura Nunca Mais/RJ e “Ausências” do fotógrafo argentino Gustavo Germano
  • Intervenções artísticas, projeções de imagens e depoimentos de amigos e familiares em homenagem a Inês Etienne e Estrella Bohadana
  • Oficina de Stencil e venda de camisetas do Ocupa Dops
  • Pintura de faixas e grafite

Comissão da Verdade de SP lança livro “Infância Roubada”

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A Comissão da Verdade do Estado de São Paulo “Rubens Paiva” vai lançar no dia 5 de novembro de 2014 o livro “Infância Roubada: crianças atingidas pela Ditadura no Brasil”. Esta obra é resultado do ciclo de audiências “Verdade e Infância Roubada” realizadas em maio de 2013 e contém as histórias das mães e filhos de presos políticos, perseguidos e desaparecidos da ditadura. O lançamento acontecerá a partir das 19h na Biblioteca Mário de Andrade com distribuição gratuita do livro aos presentes. Continuar lendo

“50 anos da ditadura no Brasil: memórias e reflexões”

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No marco da descomemoração dos 50 anos da ditadura civil-militar no Brasil, o Instituto de Estudos da Religião (ISER) convida para o lançamento da nova edição da revista Comunicações do ISER, intitulada “50 anos da ditadura no Brasil: memórias e reflexões”. Este número disponibiliza uma compilação de artigos e entrevistas produzidos ao longo do processo de monitoramento da Comissão Nacional da Verdade pelo ISER e publicizados por meio da revista.

Na ocasião, será lançado o IV Relatório de Monitoramento da Comissão Nacional da Verdade, que sintetiza as informações sobre o seu quarto semestre de funcionamento (novembro de 2013 a maio de 2014), além de análises críticas e valorativas sobre o processo político observado, dando continuidade aos relatórios produzidos pelo ISER semestralmente.

O evento acontecerá no prédio do ISER, dia 24 de setembro, às 18h30, no Salão Pablo e Ana, na Rua do Russel, 76, 2º andar, Glória.

Colóquios e Exposições sobre os 50 anos do Golpe

1) Exposição “Resistir é Preciso…”, criada pelo Instituto Vladimir Herzog, é um projeto pioneiro, de longo alcance, que apresenta fragmentos da história do Brasil, a partir das publicações e das pessoas – jornalistas, escritores, estudantes e ativistas políticos – que resistiram à ditadura militar brasileira através da palavra impressa.

Local: CCBB (Rua Primeiro de Março, 66, Centro)
Data: Até 28 de Abril
Link: http://www.resistirepreciso.org.br/ccbb/

2) Exposição “Em 1964 – Arte e cultura no ano do golpe”

O Instituto Moreira Salles dedicará parte de sua programação anual para discutir os 50 anos do golpe militar que instalou a ditadura no Brasil. Em 1964 propõe uma imersão neste momento decisivo para o país a partir do ponto de vista de artistas e intelectuais cujos acervos estão sob a guarda do IMS ou que têm vínculos diretos com suas atividades.
Local: IMS (Rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea)
Data: até 23 de Novembro
Link: http://www.artehall.com.br/agenda/em-1964-arte-e-cultura-no-ano-do-golpe-no-instituto-moreira-salles-rio-de-janeiro/

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Depoimento da historiadora Dulce Pandolfi na Comissão da Verdade

Dulce Pandolfi é pernambucana. Foi presa no Rio de Janeiro quando ela tinha 21 anos

Segue o seu depoimento:

Por acreditar que no Brasil de hoje a busca pelo “direito à verdade e à memória” é condição essencial para nos libertarmos de um passado que não podemos esquecer, aceitei o convite da Comissão da Verdade do Rio de Janeiro para fazer hoje, aqui, esse depoimento.

Mesmo sem nenhum mandato, quero falar em nome dos presos, torturados, assassinados e desaparecidos pela ditadura militar que vigorou no nosso país entre 1964 e 1985.

Como historiadora, sei que a memória não diz respeito apenas ao passado. Ela é presente e é futuro. Os testemunhos que estão sendo dados à Comissão da Verdade, embora sobre o passado, dizem respeito ao presente e apontam para o futuro, por isto mesmo espero que ajudem a construir um Brasil mais justo e solidário. Sei também que da memória – sempre seletiva – , fazem parte o silêncio e o esquecimento. Por isso, nessas minhas fortes lembranças, permeadas por ruídos, odores, cores e dores, estarão presentes ausências e esquecimentos.

Nascida e criada em Recife, fiz parte de uma geração que sonhou e lutou muito. Queríamos romper com as tradições, acabar com miséria e com as injustiças sociais, reformar a universidade, derrubar a ditadura, enfim, queríamos transformar o Brasil e o mundo.

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