Aniversário de Abdias

Hoje se comemora o aniversário de Abdias Nascimento!

Foi através de Abdias Nascimento que Augusto Boal iniciou sua trajetória como dramaturgo, escrevendo peças para o Teatro Experimental do Negro (TEN). Algumas peças Boal escreveu para o TEN: “Filha moça”; “O logro”; “Laio se matou”; “O cavalo e o santo” e outras ele traduziu de Langston Hughes: “O mulato” e “A alma que volta pra casa”.

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Abdias Nascimento e Augusto Boal em lançamento de livro. Fotografia de Cristina Lacerda disponível em nosso acervo: http://www.acervoaugustoboal.com.br

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Retrospectiva de aniversário

Entramos na semana do aniversário de Boal, e continuamos nossa retrospectiva proposta para esse mês no blog.

Em 1957, depois do sucesso como diretor em sua primeira peça Ratos e Homens, no Teatro de Arena, Boal escreveu sua primeira peça no Brasil – “Marido magro, mulher chata”, na qual ele também dirigiu o elenco: Riva Nimtz, Vianinha, Vera Gertel, Geraldo Ferraz e Flavio Migliaccio. Nesta peça ele já esboçava o interesse em escrever uma dramaturgia originalmente brasileira ao retratar comicamente a vida de jovens moradores de Copacabana.

No mesmo ano, de 1957, Boal dirigiu também no Arena a peça Juno e o Pavão, uma peça de Sean O’Casey que retratava a guerra civil irlandesa. Em termos de direção, Boal ficara muito satisfeito: “Foi o espetáculo mais exato que tinha feito até então: emoção e rigor”. Treinava seus atores com o método de Stanislavski adaptando-o as condições do teatro brasileiro. E apesar de toda beleza e exatidão do espetáculo, Boal começou a perceber através da recepção do público, que o texto importado e traduzido não pertencia aquela realidade vivida na época: “Para quem se faz teatro? Para si ou para o público – e que público?”.

Essas percepções, relatadas por ele em sua autobiografia “Hamlet e o filho do padeiro”, foram importantes para os próximos passos dados por Boal no Arena, e na vida.

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Programa da peça “Marido magro, mulher chata”. Disponível no nosso acervo: http://www.acervoaugustoboal.com.br

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Fotografias de “Juno e o Pavão”, de 1957. Disponível em nosso acervo: http://www.acervoaugustoboal.com.br

Mês de aniversário do Augusto Boal!

É o mês de aniversário do Augusto Boal! E o Instituto Augusto Boal continua com a retrospectiva de sua carreira.

Ao retornar de sua primeira viagem aos Estados Unidos a estudos (plásticos e petróleos e teatro com John Gassner), e depois de ter se descoberto diretor e dramaturgo, Boal é convidado por José Renato e Sábato Magaldi a compor a direção do Teatro de Arena de São Paulo. No ano de 1956 dirigiu sua primeira peça no Arena e no Brasil: “Ratos e homens” de John Steinbeck.

E da mesma forma que tinha escutado de Gassner nos EUA: “Você é um dramaturgo”, ouvia agora, em 1956, de José Renato dizer: “Você é um diretor”. Augusto Boal foi muito elogiado em sua primeira direção e convidado para as próximas (dirigiu o Arena por mais 14 anos).

Sobre essa fase de sua vida, de descobertas vocacionais, Boal escreveu em sua autobiografia:
“Nunca tive certeza. Será que sou dramaturgo, diretor, professor, escritor, teórico? Tanta gente tem tanta certeza, sabe se definir – eu nunca soube. Sou talvez um, talvez outro.”

E até hoje, Boal não se encaixa em nenhuma definição limitadora: ele era um homem de teatro!

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Programa da peça “Ratos e homens”, 1956. Disponível em nosso acervo: http://www.acervoaugustoboal.com.br

 

Gabriel García Marquez

O escritor colombiano Gabriel García Marquez completaria hoje 91 anos.

Augusto Boal adaptou junto a Miguel Torres um conto de García Marquez: “La increíble y triste historia de Cándida Erendira y su abuela desalmada” e dirigiu em Paris, 1984 – “L’incroyable et triste histoire de la candide Erendira et de sa grand-mère diabolique” no Théâtre de l’Est Parisien (TEP).

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Cartaz da montagem de Candida Erendira no Théatre de l’Est Parisien. Disponível em nosso acervo: http://www.acervoaugustoboal.com.br

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Notícia no Brasil sobre montagem da peça em Paris. Disponível em nosso acervo: http://www.acervoaugustoboal.com.br

Março – mês de aniversário do Augusto Boal

Neste mês de março comemoramos o aniversário de Augusto Boal! No intuito de homenageá-lo o Instituto Augusto Boal compartilhará com vocês lembranças importantes de sua carreira artística.

Nascido no bairro da Penha, Rio de Janeiro, começou jovem seus estudos na Faculdade de Química. Sua primeira aproximação com a cultura foi ali mesmo, no Diretório Acadêmico de seu curso onde se candidatou a vaga de Diretor do Departamento Cultural.

Após o término da faculdade, Augusto Boal convence o pai de que tem que fazer uma especialização em química no exterior. Na verdade, Boal já buscava aproximação com o teatro e escolheu ir para onde poderia estudar melhor sua paixão:

“Meu pai me deu direito a um ano de especialização no exterior. Podia estudar um ano inteiro. Engenharia Química, bem entendido. Pensei na França (tinha visto espetáculos franceses no Municipal), e nos Estados Unidos (gostava de O`Neill, Miller, Williams…) Mas teria que estudar petróleos e plásticos misturados com teatro.”

E Boal fez então os seus primeiros voos: teatral e geográfico – foi para os Estados Unidos estudar química e teatro. Foi estudando lá, na Columbia University, que se descobrira dramaturgo.

“Mr. Boal, you are a playwriter!”- disse John Gassner, renomado dramaturgo norte americano e na ocasião professor de Augusto Boal.

Curiosidade: graças a este diploma de especialização em química, mais tarde Boal conseguiu dar aulas na Universidade de Sorbonne, no seu exílio na França.

Trechos grifados tirados do livro Hamlet e o Filho do Padeiro, Memórias imaginadas de Augusto Boal, 2000 e curiosidade compartilhada por Cecilia Thumim Boal.

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Augusto Boal em sua primeira viagem para Nova York. Fotografia disponível em nosso acervo: http://www.acervoaugustoboal.com.br

É ARTE E CARNAVAL! A BARRA DA TIJUCA APRESENTA O TEATRO DO OPRIMIDO NA VIDA REAL

Em 2003 a Acadêmicos da Barra da Tijuca homenageou Boal e o Teatro do Oprimido. Compartilhamos com vocês a letra e o link do vídeo no youtube para acompanhar e cantar o samba enredo!

“A vida é o cenário desta trama
E o povo, nosso artista principal
Palavras e gestos unidos
Surge em ritos primitivos
A linguagem teatral
Na Grécia, o teatro vai às ruas
Porque o artista vai aonde o povo está
Vem amor… Divino Baco vem brindar orgias
Realizando fantasias, embriagando corações
Festa e dor… Em Roma o coliseu e as multidões
A opressão do elitismo, ditames e imposições

Roda o mundo pra chegar – de lá pra cá
Vem das terras de além mar – catequizar
Reza índio! Reza negro!
Eita povo rezadeiro!
São as origens do teatro brasileiro

Meu canto traz um tom de encanto
Tenho a minha “opinião”
Do teatro de revista ao teatro de arena
O esplendor de uma nação…
(meu Brasil)
Ó! Meu Brasil “trigueiro”
Teu solo viu nascer a obra de “Boal”
Respeite o meu pandeiro
Que embala a voz do oprimido contra o mal
Sou Zé-Ninguém! Eu sou de arrepiar!
(bravo!)
E roubo a cena nessa festa popular

Agora bate o tambor
Vem balançar!
Abre a cortina que eu vou
Me apresentar!
É arte, é carnaval, vem sambar!
Pode aplaudir que a Barra vai passar”

Acesse no youtube o  SAMBA ENREDO ACADEMICOS DA BARRA DA TIJUCA 2003