TCC sobre Teatro do Oprimido: estudo de caso sobre o grupo Arte e Cultura em Movimento

Socializamos a versão final do TCC de Fabiana Francisca do Rosário, da turma 3 da Ledoc da UnB, assentada no Virgilândia, e integrante do grupo Arte e Cultura em Movimento, e Coletivo Terra em Cena.
A banca de defesa foi composta pelos professores Rayssa Aguiar Borges e Felipe Canova.
Tema: TEATRO DO OPRIMIDO E O PROCESSO DE FORMAÇÃO POLÍTICA: ESTUDO DE CASO SOBRE O COLETIVO ARTE E CULTURA EM MOVIMENTO.

TCC Fabiana VF TO e formacao politica grupo Arte e Cultura em Movimento

 

Boal e o Teatro Do Oprimido: O Espect-ator em cena na educação popular

Dissertação apresentada, por Mara Lúcia Welter Kuhn, como requisito parcial à obtenção do grau de mestre em Educação nas Ciências no Programa de Pós-Graduação em
Educação nas Ciências Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ.

Seguem as palavras de Mara e o link de sua dissertação:

“Meu nome é Mara, gaúcha residente em Porto Alegre, mestre em Educação, e o tema de minha dissertação foi a vida e obra de Boal. Participei do Encontro Latino Americano de Teatro no Rio. Foi muito emocionante ver a Cecília e o Julian, de quem ele muito falava em Hamlet e o filho do padeiro, era como estar perto do Mestre. Meu maior desejo era tê-lo conhecido pessoalmente, mas estando ali, com seu filho e esposa, ambos engajados em continuar seu trabalho, e demais colegas, admiradores e seguidores de seus ensinamentos me fez sentir Boal entre nós…

Segue o link da minha dissertação, caso alguém se interesse e queira publicar no blog:

http://bibliodigital.unijui.edu.br:8080/xmlui/bitstream/handle/123456789/292/Mara%20Welter.pdf?sequence=1

Obrigada.
Viva Boal!”

Show Opinião: engajamento e intervenção no palco pós-1964

Por Mariana Figueiró Klafke

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado como requisito parcial à obtenção do grau de Licenciatura em Letras pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
Professor Orientador: Dr. Homero José Vizeu Araújo

Instituto – Porque escolher o Show Opinião como objeto de estudo?

Mariana – Eu tinha interesse pelo trabalho do Boal desde 2010. Meu primeiro contato foi através do texto “Cultura e Política”, do Roberto Schwarz. Logo comecei a ler livros do Boal e ampliei meu interesse sobre teatro brasileiro moderno. Também na mesma época conheci um casal de atores que trabalham com Teatro do Oprimido, um deles formado como curinga pelo CTO do Rio, e nós formamos, com outros amigos, uma ONG. Um dos projetos desta ONG é um curso de teatro que utiliza a metodologia do Teatro do Oprimido – eu inclusive fiz a primeira edição como aluna. Meu interesse pela obra do Boal é acadêmico e político.

No final de 2012, fiz uma disciplina chamada Canção Popular Brasileira e resolvi fazer meu ensaio final sobre o Show Opinião, pelo qual sempre tive adoração. Além disso, o show era uma referência recorrente em textos que eu estudava no grupo de pesquisa do qual faço parte, Literatura e nacional-desenvolvimentismo: tensão na forma literária e promessas de integração social. Por ser a primeira reação artística ao golpe de 64, o Show Opinião é muito sintomático para estudar o impacto desta quebra (das promessas de integração social do período nacional-desenvolvimentista e democrático) na intelectualidade brasileira. Deste ensaio é que surgiu meu TCC. Meu projeto de dissertação inclui um novo passo, trazendo pro debate Arena conta Zumbi e Arena conta Tiradentes.

Trabalho de conclusão de curso – Show Opinião

Arte e Revolução

Ditadura Militar e Democracia no Brasil: História, Imagem e Testemunho 

A História da ditadura militar brasileira se tornou, nos últimos anos, uma área forte da pesquisa historiográfica nas universidades, mas ainda não se constituiu como ponto importante do currículo do ensino fundamental e médio. O livro Ditadura Militar e Democracia no Brasil (Rio de Janeiro: Ed. Ponteio, 2013) pretende ser uma contribuição para os professores trabalharem esse “tema sensível” com seus alunos nas escolas. Continuar lendo

Dissertação: Eduardo Luis Campos Lima

Procedimentos formais do jornal Injunction Granted (1936), do Federal Theatre Project, e de Teatro Jornal: Primeira Edição (1970), do Teatro de Arena de São Paulo

 

http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8147/tde-06052013-102207/pt-br.php

(link para a biblioteca digital da USP)

O presente estudo analisa os procedimentos formais do jornal vivo, forma teatral fundamentada na encenação de notícias, conforme o gênero configurou-se nos Estados Unidos e no Brasil. Para tanto, define como objeto, do lado estadunidense, o jornal vivo Injuction Granted (Liminar é Concedida), produzido no âmbito do Federal Theatre Project (Projeto Federal de Teatro), iniciativa do Governo de Franklin Roosevelt para lidar com o desemprego provocado pela Grande Depressão, na década de 1930. Do lado brasileiro, faz-se uma leitura de Teatro Jornal: Primeira Edição, exposição didática de nove técnicas de encenação desenvolvidas por jovens artistas reunidos no Teatro de Arena de São Paulo e sistematizadas pelo teatrólogo Augusto Boal. O trabalho é introduzido por uma breve história da forma do jornal vivo, consolidada no período da Revolução Soviética, que procura apresentar suas principais manifestações e alguns dos caminhos que percorreu, principalmente nas décadas de 1920 e 1930. Demonstra-se que o jornal vivo sempre foi uma forma teatral ancorada na luta dos trabalhadores, sendo uma vertente central da arte de agitação e propaganda. A análise de suas manifestações nos Estados Unidos e no Brasil, dessa maneira, leva em conta o momento histórico dos países quando da produção das referidas peças, tentando relacionar conformação estética e horizonte político continuamente. O materialismo histórico ampara tal reflexão e, mais especificamente, sua aplicação ao pensamento sobre teatro, consubstanciada na teoria do teatro épico, desenvolvida por pensadores como Bertolt Brecht, Peter Szondi e Anatol Rosenfeld.