Artes e Letras: Entrevistas

Em 2006 Boal deu uma entrevista para a publicação Artes e Letras: Entrevistas da EDUSP.

Segue trechos do ele disse:

por Walnice Nogueira Galvão Teoria e Debate, abril de 2006

“Uma das maiores expressões do teatro brasileiro nos conta um pouco de sua história, parte já publicada em Hamlet e o Filho do Padeiro: Memórias Imaginadas”.

Como você descobriu o teatro?

Quando eu era criança, não havia telenovela, mas o correio trazia, todo fim de semana, fascículos de romances, O Conde de Monte Cristo, A Ré Misteriosa. Minha mãe comprava, lia e dava para a gente ler. No domingo, toda a família se reunia em casa para almoçar, um almoço “ajantarado”. Vinham 25, trinta pessoas. Irmãos e primos, nos juntávamos e dramatizávamos os fascículos. Minha estreia no teatro foi aos nove anos. Mas minha estreia dirigindo foi em Nova York.

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Boal e os trabalhadores franceses

Em 1983 Augusto Boal, exilado em Paris, foi convidado para discutir uma questão importante para os trabalhadores franceses, a redução das horas de trabalho.

A proposta da CFDT – Confederação Francesa Democrática do Trabalho, um dos maiores sindicatos da França, era fixar a semana de trabalho em 35 horas. A medida visava reduzir o desemprego.

Antenne 2 , uma emissora de televisão, registra este encontro entre Boal e Jean Kaspar, o então Secretário Nacional da CFDT, onde o método do Boal é implementado para realizar o debate.

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