“The envelope” texto de Joanne Pottlitzer

Publicamos hoje o texto “The Envelope” de Joanne Pottlitzer, produtora do Teatro de Arena em Nova York e idealizadora em conjunto com Augusto Boal da Feira Latino-americana de Opinião em 1972.

Em seu texto em inglês Joanne descreve como soube do sequestro de Augusto Boal durante a ditadura militar, a comoção da classe teatral da época e as torturas sofridas por Boal.

Acesso ao texto:  The Envelope

Agitprop e Teatro do Oprimido – texto de Iná Camargo Costa

Iná Camargo Costa, pesquisadora teatral, escreve este texto a pedido de Julian Boal.  Agradecemos a gentileza de ter nos permitido a publicação neste blog.

AGITPROP E TEATRO DO OPRIMIDO
Iná Camargo Costa[1] 

Introdução

Como arma na moderna luta de classes, o agitprop já tem uma história mais do que centenária segundo o recorte aqui adotado, pois teve início quando as organizações dos trabalhadores europeus – socialistas, anarquistas, trabalhistas – e depois latinoamericanos incluíram as atividades culturais em suas pautas de intervenção, sendo o teatro, por suas características de atividade pública, a que tem maior número de referências em todo o mundo. A partir do final dos anos 1960 e início dos anos 1970, Augusto Boal começou a escrever um dos capítulos latinoamericanos do agitprop e dedicou a vida inteira a desenvolver este trabalho.

O Teatro do Oprimido tem todo o direito de ser considerado um capítulo latinoamericano desta história pelas condições em que foi criado e depois teve sua elaboração teórica formulada por Augusto Boal: no exílio que começou pela Argentina e onde seu livro de mesmo nome foi publicado pela primeira vez, as circunstâncias em que se desenvolveu a proposta – principalmente do teatro fórum – foram dadas pela situação das lutas sociais e políticas latinoamericanas, como ele mesmo relata em diferentes ocasiões.

Para entender a família do agitprop que o Teatro do Oprimido integra, é preciso recapitular pelo menos o momento em que foram criadas, experimentadas ou desenvolvidas as suas formas mais conhecidas, bem como a própria palavra, que corresponde à fusão entre agitação e propaganda. Estamos obviamente nos referindo à Revolução de Outubro de 1917. A exemplo do que faziam todos os exércitos na Primeira Guerra mundial, o Comandante do Exército Vermelho, Leon Trotsky, convocou artistas e profissionais de todas as áreas para cuidar da vida cultural dos soldados e os que se dedicaram ao teatro foram responsáveis pela invenção ou reinvenção das formas teatrais de agitprop mais conhecidas até hoje.

Para refrescar a memória, vale a pena ao menos enumerar algumas das formas do teatro de agitprop que ajudam a entender o capítulo escrito por Augusto Boal.

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“Brasil: tanto passado pela frente” texto de José Soeiro

“(…)Reconheço que os golpes de hoje não se fazem necessariamente à força do fuzil e da violência explícita de então e que recorrem à retórica jurídica e a pretextos constitucionais que possam dotá-los de uma aparente legitimidade. Mas como nomear o processo de usurpação do poder que esta semana se consumou no Brasil se não chamando-lhe o que ele é, ou seja, um golpe? (…)”

José Soeiro é um jovem deputado português

Leia o texto na íntegra aqui