Flávio Império, cenógrafo do Teatro de Arena

Hoje Flávio Império estaria completando 82 anos.

Boal comenta em “Hamlet, O Filho do Padeiro” que Flávio começou a escrever cenários com ele, no Teatro Arena.

“Maria Teresa Vargas, nossa amiga, conhecia um jovem arquiteto, Flávio Império, que nunca tinha feito cenário mas tinha vasto talento pra pintar e construir com as mãos. Ao contrário de se espantar com a exiguidade, achou desafio. Foi me fazendo perguntas e, quando me dei conta, eu estava falando, ele desenhando.”

No Arena ele criou diversas cenografias de peças dirigidas por Boal como: O Melhor Juíz, O Rei; Um Bonde Chamado Desejo; Arena Conta Zumbi; Arena Conta Tiradentes.

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Juca de Oliveira, Flávio Império, Augusto Boal e Gianfrancesco Guarnieri reunidos com o troféu do Prêmio Saci. Foto disponível em:http://www.acervoaugustoboal.com.br/

Riva Nimitz e Teatro de Arena

Riva Nimitz que hoje faria 81 anos iniciou sua carreira no Teatro de Arena nos anos 50.

Fez parte do elenco das peças Ratos e Homens (1956), Marido Magro, Mulher Chata (1957), Juno e o Pavão (1957), Eles Não Usam Black-Tie (1958), Chapetuba Futebol Clube (1959), Gente como a Gente (1959), A Farsa da Esposa Perfeita (1959), Revolução na América do Sul (1960), O Testamento do Cangaceiro (1961) e A Mandrágora (1962). Algumas delas dirigidas por Boal.

 

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Riva Nimitz e Geraldo Ferraz em cena em Marido Magro, Mulher Chata. Disponível em: http://www.acervoaugustoboal.com.br/

Chico de Assis

Chico de Assis chegou ao Teatro de Arena de São Paulo em 1958. Trabalhou como ator e fez parte da fundação do Seminário de Dramaturgia criado pelo grupo.

Sua peça de estreia no grupo foi “A mulher do outro”. Em seguida, participou de “Eles não usam Black-tie”, “Chapetuba Futebol Clube” e “Gente como a gente”. Foi assistente de direção de José Renato em “Revolução na América do Sul”.

Em 1961 escreveu “O testamento do cangaceiro”, dirigido por Augusto Boal e vetado pela Comissão Municipal de Cultura de Santos (SP) durante o II Festival Brasileiro de Teatro na cidade. Em seguida, escreve “A aventura de Ripió Lacraia” e “Farsa com cangaceiro truco e padre”, que formam uma trilogia sobre literatura popular de cordel.

Hoje, Chico de Assis completaria 84 anos.

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Chico de Assis e Sadi Cabral em “A mulher do outro” (1958)

Milton Gonçalves

Milton Gonçalves ingressou no Teatro de Arena de São Paulo em 1956 com a peça “Ratos e homens”, dirigida por Augusto Boal. O ator foi fundamental no início do grupo e na formação do Seminário de Dramaturgia.

Com o Teatro de Arena, atuou também nas peças”Eles não usam Black-Tie” (1957), “Chapetuba Futebol Clube” (1959), “Gente como a gente” (1959), “Revolução na América do Sul” (1960), “Pintado de Alegre” (1961), “O Testamento do Cangaceiro” (1961), “A Mandrágora” (1962) e “Arena Conta Zumbi” (1963).

Com 60 anos de carreira, comemoramos hoje os 84 anos de Milton Gonçalves e sua imensa contribuição para o teatro brasileiro.

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Milton Gonçalves e Flávio Migliaccio em cena de “Revolução na América do Sul” (1960)