Carta de Maria Rita Kehl à Folha de S. Paulo

Maria Rita Kehl, coordenadora da Comissão Nacional da Verdade e vice-presidente do Instituto Augusto Boal, enviou carta à Folha de S. Paulo em que diz o que pensa da ditadura militar brasileira, apontando que o regime promoveu uma “sinistra marcha a ré no processo de modernização” do Brasil. Veja o texto abaixo.

Ao contrário do que alegam alguns torturadores aposentados, o golpe de 1964 não visava impedir que o Brasil se transformasse em uma nova Cuba. Durante 21 anos de ditadura civil militar, os brasileiros foram submetidos às mesmas violações de direitos humanos da ditadura cubana: prisão e assassinato de opositores do regime, censura à imprensa e às artes, arrocho salarial e repressão violenta às liberdades civis. Do regime de Fidel Castro, a ditadura brasileira só não reproduziu a redução da desigualdade social – principal objetivo das reformas de Jango, varrido do mapa pelos sucessivos governos militares que, entre 64 e 85, promoveram uma sinistra marcha a ré no processo de modernização tardia do nosso país. (Maria Rita Kehl, São Paulo, SP.)

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