Poema de Araci Cachoeira para Augusto Boal

Grisalhos cachos

Muito além do nosso olhar
Hoje mora meu ator
Com os anjos a brincar
Encenando as opressões
Encenando diferenças
Encenando as emoções
Encenando as desavenças.Como nuvem seus cabelos
Como flecha seu olhar
Com sorriso de criança
Com estrela a brincar
Exilado lá no céu
Augusto Boal está

O mundo deve a Boal
O teatro do oprimido
Onde quem entende a ofensa
Se levanta destemido
Dizendo agora basta
Não aceite ser ofendido

Ele não mudou o mundo
Mas fez a transformação
De uma plateia passiva
Fez brotar rebelião
Fez um mundo de atores
Refletir e entrar em ação
Na grande escola da vida
Num teatro ou num quintal
À arte deu o comando
Traçou no palco o sinal
Lá fora o mundo se curva
Ao grande mestre Boal

Aqui na sua terra de origem
Hoje faz reverenciamento
Pois se o planeta te aplaude
Como um ator irreverente
O Brasil também imita
A perda que o mundo sente.

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