Teatro de América Latina

Latino América, seu teatro, seus teatreros

Queremos publicar algumas breves notas sobre teatro latino americano e sobre as mulheres e homens de teatro que contribuíram para construir a sua identidade e isto  por varias razoes

A primeira é que consideramos que no Brasil o teatro de outros países de América  Latina pouco se conhece e se estuda e seria importante tentar quebrar essa barreira de desconhecimento que parece imposta pela língua

 A segunda é destacar a coincidência de desejos e objetivos entre homens e grupos que se encontravam distantes e sem as facilidades de comunicação que temos hoje

 Chama a atenção que , sem se conhecer,  tenham tido tantas afinidades

 Afinidade ideológica e politica em primeiro lugar

 Preocupação com a criação de um teatro latino americano

 O Teatro Arena se encontra nessa mesma línea de pensamento e preocupação estética

 Augusto Boal é parte integrante do grupo de “teatreros” responsável pela criação de um teatro latino –americano

 Citamos alguns nomes: Atahualpa del Cioppo, do Uruguay , diretor do teatro  El Galpón, Liber Forti da Bolívia, Alejandra Boero e Oscar Ferrigno, da Argentina, Miguel Rubio, o diretor peruano, Enrique Buenaventura

 Gostaríamos de publicar um pequeno texto sobre cada um deles na espectativa de gerar o interesse por conhece-los mais

 Queremos começar hoje por Osvaldo Dragún, dramaturgo argentino , e coloca-lo no contexto do “ teatro independiente” de Buenos Aires antes de postar o texto que nos mandou Rosa Luisa Marquez quem teve a ocasião de conhece-lo e trabalhar com ele

O Teatro Independiente na Argentina

 Este movimento , que perdura de certa forma até os dias de hoje em Buenos Aires,  apareceu como uma alternativa ao “teatrão” comercial de tradição espanhola
Buenos Aires era , e ainda é , uma cidade de grandes teatros concentrados principalmente en la Av Corrientes, uma avenida larga no centro da cidade
Espaços teatrais caros para os teatreros, entradas caras para o público
Alguns teatreros argentinos já nos anos trinta começaram a se preocupar com  a impossibilidade de atingir determinados públicos, impedidos de ir ao teatro devido ao preço das entradas
Aparece assim, num espaço alternativo, o primeiro teatro independente, o Teatro del Pueblo
Estes teatros surgem , e assim continua até hoje , em porões, patios, galpões
Alguns são mínimos , porém todos estão animados pelo mesmo desejo de apresentar um teatro diferente
Osvaldo Dragún é um dos dramaturgos que surgiram no contexto deste movimento
Dragún, el Chacho, como era chamado, nasceu na Argentina em 1929 mas foi um auténtico teatrero latino americano
Viajou e trabalhou em vários países : Cuba, México, Venezuela, Peru, Colômbia
Em todos criou laços e marcou com a sua influencia
Em Buenos Aires foi um dos criadores de Teatro Abierto, onde estreou varias das suas obras
Em La Habana , criou e dirigiu a Escuela de Teatro de Latino América y el Caribe
Morreu em Buenos Aires em 1999 e foi pela ocasião do seu falecimento que Rosa Luisa e Antonio escreveram este texto que postamos hoje no nosso blog
Gostaríamos de estabelecer um dialogo com que se interesse por estas questões e convidamos a quem conhece a obra de Dragún a se manifestar também

À seguir , o texto de Rosa Luisa Márquez e Antonio Martorell e do próprio Dragún, que eles incorporam

Reparem , porque é interessante , as coincidências com o pensamento e as preocupações de Boal
Boal e Dragún nunca se encontraram, em fim, não me lembro disso
Mas acho que se eles tivessem se encontrado certamente teriam tido muito prazer em se conhecer

Cecilia Boal

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