Caliban – A Tempestade de Augusto Boal

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Alô Porto Alegre

Seminário: Caliban – Apontamentos sobre o teatro de Nuestra América

Nos dias 23, 24, 25 e 26 de abril a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz estará realizando o seminário “Caliban – Apontamentos sobre o teatro de Nuestra América”. Além de apresentações do mais novo espetáculo de teatro de rua do Ói Nóis Aqui Traveiz, estaremos recebendo em Porto Alegre para o seminário, a companheira de vida e luta de Augusto Boal (também Diretora do Instituto Augusto Boal) Cecília Thumim Boal, e a pesquisadora e crítica teatral de Cuba, Vivian Tabares. ENTRADA FRANCA!

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Programação:

23/04, 15h: Apresentação do espetáculo de teatro de rua Caliban – A Tempestade de Augusto Boal no Parque da Redenção

24/04, 20h: Palestra Apontamentos sobre o teatro de Augusto Boal com Cecília Thumim Boal (Rio de Janeiro)

25/04, 20h: Palestra Apontamentos sobre o teatro de Nuestra América com Vivian Martínez Tabares (Cuba)

26/04, 15h: Apresentação do espetáculo de teatro de rua Caliban – A Tempestade de Augusto Boal na Praça da Alfândega

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Peça para falar, palco para ocupar – Encontros entre o MST e o Teatro. Monografia de Márcia Maria Nóbrega de Oliveira.

Em sua monografia de graduação defendida em 2006 no Departamento de Antropologia da Universidade de Brasília, a autora, a partir de sua experiência no grupo “O avesso da máscara”, primeiro grupo de Teatro do Oprimido do DF fundado como consequência dos trabalhos da Brigada Nacional Patativa do Assaré do, MST, traça aproximações e distanciamentos entre os conhecimentos da Antropologia, Literatura e Teoria do Teatro. Intitulada “Peça pra falar, palco pra ocupar: encontros entre o MST e o teatro”, a forma da monografia aproxima-se a de uma peça teatral, ou, mais exatamente, de uma peça de teatro épico. Com esse objetivo, a autora divide o trabalho em três atos, cada um dedicando-se especificamente à relação com uma das áreas de conhecimento acima abordadas. Desse conjunto, destaca-se o terceiro ato no qual ela analisa três peças de dois grupos da Brigada Nacional de Cultura: as peças “Trapulha” e “Contraponto” da Brigada de Agitação e Propaganda Semeadores, do MST/DF; e a peça “Posseiros e Fazendeiros” do grupo Filhos da Mãe… Terra, do MST/SP.

 

Acesse a monografia na íntegra aqui.

Agitprop e Teatro do Oprimido – texto de Iná Camargo Costa

Iná Camargo Costa, pesquisadora teatral, escreve este texto a pedido de Julian Boal.  Agradecemos a gentileza de ter nos permitido a publicação neste blog.

AGITPROP E TEATRO DO OPRIMIDO
Iná Camargo Costa[1] 

Introdução

Como arma na moderna luta de classes, o agitprop já tem uma história mais do que centenária segundo o recorte aqui adotado, pois teve início quando as organizações dos trabalhadores europeus – socialistas, anarquistas, trabalhistas – e depois latinoamericanos incluíram as atividades culturais em suas pautas de intervenção, sendo o teatro, por suas características de atividade pública, a que tem maior número de referências em todo o mundo. A partir do final dos anos 1960 e início dos anos 1970, Augusto Boal começou a escrever um dos capítulos latinoamericanos do agitprop e dedicou a vida inteira a desenvolver este trabalho.

O Teatro do Oprimido tem todo o direito de ser considerado um capítulo latinoamericano desta história pelas condições em que foi criado e depois teve sua elaboração teórica formulada por Augusto Boal: no exílio que começou pela Argentina e onde seu livro de mesmo nome foi publicado pela primeira vez, as circunstâncias em que se desenvolveu a proposta – principalmente do teatro fórum – foram dadas pela situação das lutas sociais e políticas latinoamericanas, como ele mesmo relata em diferentes ocasiões.

Para entender a família do agitprop que o Teatro do Oprimido integra, é preciso recapitular pelo menos o momento em que foram criadas, experimentadas ou desenvolvidas as suas formas mais conhecidas, bem como a própria palavra, que corresponde à fusão entre agitação e propaganda. Estamos obviamente nos referindo à Revolução de Outubro de 1917. A exemplo do que faziam todos os exércitos na Primeira Guerra mundial, o Comandante do Exército Vermelho, Leon Trotsky, convocou artistas e profissionais de todas as áreas para cuidar da vida cultural dos soldados e os que se dedicaram ao teatro foram responsáveis pela invenção ou reinvenção das formas teatrais de agitprop mais conhecidas até hoje.

Para refrescar a memória, vale a pena ao menos enumerar algumas das formas do teatro de agitprop que ajudam a entender o capítulo escrito por Augusto Boal.

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